e essa vontade imensa de fazer merda?
guardo onde?
terça-feira, 22 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
pra entender
difícil dizer o que tem aqui guardado de vc. de vc em mim.
quer dizer,
é bem simples.
eu não consigo é dizer pra vc.
o tempo todo acho que vc vai acabar fugindo.
eu tbm tenho medo, sabe?
mas meu medo tá ficando molengo, como ficávamos as duas bem.
molengas tiranas que fomos.
um troço muito maluco.
o que é pior, é que parece que tem coisa aí tbm.
e eu nunca vou saber...
é. vamos acabr ou juntas, ou sozinhas. amizades infinitas, mas sem alguém para dvidir de verdade cama, mesa e banho...!
quer dizer,
é bem simples.
eu não consigo é dizer pra vc.
o tempo todo acho que vc vai acabar fugindo.
eu tbm tenho medo, sabe?
mas meu medo tá ficando molengo, como ficávamos as duas bem.
molengas tiranas que fomos.
um troço muito maluco.
o que é pior, é que parece que tem coisa aí tbm.
e eu nunca vou saber...
é. vamos acabr ou juntas, ou sozinhas. amizades infinitas, mas sem alguém para dvidir de verdade cama, mesa e banho...!
s.trip
bateu saudade,
e foi aquela saudade de sentiro cheiro, o toque, de querer o corpo junto. nada necessariamente, nem intensamente sexual. mais puro que isso.
aí, ela foi fumar um ciharro - a bebida não cairia bem naquele momento. precisava de algo que a matasse mais rapidamente.
aconteceu de o cigarro não ser o que espereva. só deixou o cheiro característico nos dedos.
então ela viu aquele lugar sujo. e resolveu entrar. sozinha.
- "kalimera"
- boa noite.
- ah! estrageira! boa noite!
- quanto?
- entre, entre. temos preços especiais para pessoas em sua condição.
- hm. que seria?
- esse olhar perdido.
- muito poético, mas pq os preços especiais?
- precisamos disso aqui, per say
...
ela viu o que quis ver. encontrou aqueles corpos judiados, implorando atenção, mais atençao, mais notas menores.
- olá.
- ... (aceno de cabeça)
- faz tempo que não vejo uma mulher aqui.
- vc pode fingir que não viu e passar reto.
- vc é engraçada. inglaterra?
- parece?
- seu sotaque oscila.
- muita coisa em mim oscila. mas ok. pode ser.
- vc me paresse interessante. posso lhe oferecer uma bebida?
- vá em frente.
- o preço será seu hálito.
- vai fundo.
e foi aquela saudade de sentiro cheiro, o toque, de querer o corpo junto. nada necessariamente, nem intensamente sexual. mais puro que isso.
aí, ela foi fumar um ciharro - a bebida não cairia bem naquele momento. precisava de algo que a matasse mais rapidamente.
aconteceu de o cigarro não ser o que espereva. só deixou o cheiro característico nos dedos.
então ela viu aquele lugar sujo. e resolveu entrar. sozinha.
- "kalimera"
- boa noite.
- ah! estrageira! boa noite!
- quanto?
- entre, entre. temos preços especiais para pessoas em sua condição.
- hm. que seria?
- esse olhar perdido.
- muito poético, mas pq os preços especiais?
- precisamos disso aqui, per say
...
ela viu o que quis ver. encontrou aqueles corpos judiados, implorando atenção, mais atençao, mais notas menores.
- olá.
- ... (aceno de cabeça)
- faz tempo que não vejo uma mulher aqui.
- vc pode fingir que não viu e passar reto.
- vc é engraçada. inglaterra?
- parece?
- seu sotaque oscila.
- muita coisa em mim oscila. mas ok. pode ser.
- vc me paresse interessante. posso lhe oferecer uma bebida?
- vá em frente.
- o preço será seu hálito.
- vai fundo.
terça-feira, 8 de março de 2011
veneza grega
era linda. linda. pros olhos de quem passase, talvez nem aparentasse tanto, mas a cativou.
tantos lugares que conversaram sobre. tantos amores que vieram e foram. e elas ali, naquele bar com tanta beleza passante.
frescura do momento, pediram bebidas. bêbadas já estavam. então, que mal faria?
e conversas jogadas fora, cada uma com seu raio de felicidade de minutos aparecendo.
até que decidiram: manteriam-se em contato para que pudessem usufruir de suas próprias companhias mais e mais vezes.
esses amores de carnaval...
tantos lugares que conversaram sobre. tantos amores que vieram e foram. e elas ali, naquele bar com tanta beleza passante.
frescura do momento, pediram bebidas. bêbadas já estavam. então, que mal faria?
e conversas jogadas fora, cada uma com seu raio de felicidade de minutos aparecendo.
até que decidiram: manteriam-se em contato para que pudessem usufruir de suas próprias companhias mais e mais vezes.
esses amores de carnaval...
quarta-feira, 2 de março de 2011
só você
ela sente da mesma forma que eu.
entendi agora como que podemos nos amar ainda, de uma forma nova.
coisa que você se mostrou absolutamente incapaz.
não digo de a ter de volta.
digo de tê-la na minha vida. e, quer saber? faço questão.
ela se mostra incrivelmente amável, preocupada, doce, forte e indefesa, tudo ao mesmo tempo.
nada de máscaras tão pesadas quanto as suas.
mãozinha... vc vai acabar solitária. sai dessa.
entendi agora como que podemos nos amar ainda, de uma forma nova.
coisa que você se mostrou absolutamente incapaz.
não digo de a ter de volta.
digo de tê-la na minha vida. e, quer saber? faço questão.
ela se mostra incrivelmente amável, preocupada, doce, forte e indefesa, tudo ao mesmo tempo.
nada de máscaras tão pesadas quanto as suas.
mãozinha... vc vai acabar solitária. sai dessa.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
trov(ão)
existem duas torres que alcançaram essa nuvem.
as duas se quebraram por tempo, cada uma a sua maneira, minimamente trincadas.
a nuvem lá, toda por cima.
de repente, tudo desabou em um tornado.
desespero e tristeza resultaram disso tudo.
e a nuvem e a nuvem
então a nuvem ficou cheia.
e derrubou toda uma coisa guardada.
todo um aguaceiro.
e ela, pela primeira vez, chegou às torres.
as duas paradas. impávidas. supremas.
a nuvem se desfazendo e nenhuma torre!
ebulição
e, novamente, nuvem se mostra refeita. reaparecida. renascida!
e as torres...
ah! as torres...
cheias de histórias.
enxergando a nuvem de qlq patamar que escolham.
a nuvem sem saber a qual proteger de sóis e chuvas
uma, amarela.
outra, vinho.
cada qual, com sua beleza e seu defeito.
uma sem topo, a outra sem alicerce.
e a nuvem...
sempre
sempre
sempre
em busca de...
as duas se quebraram por tempo, cada uma a sua maneira, minimamente trincadas.
a nuvem lá, toda por cima.
de repente, tudo desabou em um tornado.
desespero e tristeza resultaram disso tudo.
e a nuvem e a nuvem
então a nuvem ficou cheia.
e derrubou toda uma coisa guardada.
todo um aguaceiro.
e ela, pela primeira vez, chegou às torres.
as duas paradas. impávidas. supremas.
a nuvem se desfazendo e nenhuma torre!
ebulição
e, novamente, nuvem se mostra refeita. reaparecida. renascida!
e as torres...
ah! as torres...
cheias de histórias.
enxergando a nuvem de qlq patamar que escolham.
a nuvem sem saber a qual proteger de sóis e chuvas
uma, amarela.
outra, vinho.
cada qual, com sua beleza e seu defeito.
uma sem topo, a outra sem alicerce.
e a nuvem...
sempre
sempre
sempre
em busca de...
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
bzzz
você assopra, enxota e aquela mosquinha fica lá zunindo do seu lado. irritando do jeito que as moscas mais irritantes sabem fazer. e só elas! aquelas que ficam do lado da sua cabeça e, de tanto passar por perto, grudam aquele zunido insuportável!
não se engane... elas sempre voltam. e sempre perturbam.
quer você esteja consciente, quer esteja dormindo REM style...
não se engane... elas sempre voltam. e sempre perturbam.
quer você esteja consciente, quer esteja dormindo REM style...
domingo, 31 de outubro de 2010
rachadura
talvez tivesse sido melhor se somente uma noite tivesse sido invadida por tudo que era nosso. que era grande.
de repente assim nossa procura fosse maior que o desapego e não terminasse nunca nesse gosto de bebida passada.
de repente assim nossa procura fosse maior que o desapego e não terminasse nunca nesse gosto de bebida passada.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
cabeceira
- puta dia foda...
- foi muito?
- pra caralho!
- imagino, pelo linguajar.
- linguajar que se foda!
- ...
- mas que merda que é isso tudo.
- para de sacolejar isso desse jeito.
- não enche a porra do meu saco!
- sossega! você tem que dormir!
- ?
- vem pra cama. tá tudo bem!
- enfia essa cama no meio do...
- não termina! a gente nem começou e você vai dar escândalo?
- você não tem noção... toda vez comprar roupa de cama nova.
- não chora. vem cá.
- como pode? quem inventou que só essa quantidade ridícula de gente poderia me entender?
- seu avô falava isso, não?
- não. ele falava que precisamos ter somente quatro amigos para que se possa carregar o caixão em paz.
- pô. mais pesado do que eu entendi.
- e é só porque você não entende. você não tá no meio desse grupinho cretino e minúsculo.
- mas o que foi que você viu que te deixou assim?
- que adianta te dizer?
- talvez nada. mas sou eu quem está aqui e não ela.
- foda-se. vou dormir.
- vai mesmo?
- vou. não quero mais pensar nisso.
- deita aqui em mim.
- preciso me livrar dessa cama...
- foi muito?
- pra caralho!
- imagino, pelo linguajar.
- linguajar que se foda!
- ...
- mas que merda que é isso tudo.
- para de sacolejar isso desse jeito.
- não enche a porra do meu saco!
- sossega! você tem que dormir!
- ?
- vem pra cama. tá tudo bem!
- enfia essa cama no meio do...
- não termina! a gente nem começou e você vai dar escândalo?
- você não tem noção... toda vez comprar roupa de cama nova.
- não chora. vem cá.
- como pode? quem inventou que só essa quantidade ridícula de gente poderia me entender?
- seu avô falava isso, não?
- não. ele falava que precisamos ter somente quatro amigos para que se possa carregar o caixão em paz.
- pô. mais pesado do que eu entendi.
- e é só porque você não entende. você não tá no meio desse grupinho cretino e minúsculo.
- mas o que foi que você viu que te deixou assim?
- que adianta te dizer?
- talvez nada. mas sou eu quem está aqui e não ela.
- foda-se. vou dormir.
- vai mesmo?
- vou. não quero mais pensar nisso.
- deita aqui em mim.
- preciso me livrar dessa cama...
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
lavando louça
- já pensou se isso tudo for verdade?
- pfff...
- sério!!
- vc acreditaria?
- ela sempre foi apaixonada por vc.
- isso é vc falando.
- isso sou eu sentindo.
- mas quem deveria sentir sou eu, não?
- vá lá...
- pfff...
- sério!!
- vc acreditaria?
- ela sempre foi apaixonada por vc.
- isso é vc falando.
- isso sou eu sentindo.
- mas quem deveria sentir sou eu, não?
- vá lá...
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
humilhação
que nojo, meu deus. que asco fudido de você!
fazia tempo e muito que não tinha nada sobre você aqui,
mas você me deu ânsia e vou precisar vomitar
você condenou sua amiga e ela tem mais amor e carinho dentro dela que você!
reclamou da outra amiga e faz igual.
nojo!
você estava era se divertindo às minhas custas
feliz que eu rastejava e você sem um pingo de amor por dentro.
tenha todo o sucesso material, cara minha.
amor de verdade você perdeu e, fria como é agora, nunca mais.
passe bem.
fazia tempo e muito que não tinha nada sobre você aqui,
mas você me deu ânsia e vou precisar vomitar
você condenou sua amiga e ela tem mais amor e carinho dentro dela que você!
reclamou da outra amiga e faz igual.
nojo!
você estava era se divertindo às minhas custas
feliz que eu rastejava e você sem um pingo de amor por dentro.
tenha todo o sucesso material, cara minha.
amor de verdade você perdeu e, fria como é agora, nunca mais.
passe bem.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
fraco
em um lugar que não é meu
escrevo, né? pra passar o tempo...
outra língua falada durante a noite
procura pelo corpo e por um entretenimento vazio.
mas, quiçá, necessário
tua procura ainda é intensa dentro de mim
e, pra variar, escrevo mediada pelas forças maiores que existem em engradados facilmente acháveis.
escrevo, né? pra passar o tempo...
outra língua falada durante a noite
procura pelo corpo e por um entretenimento vazio.
mas, quiçá, necessário
tua procura ainda é intensa dentro de mim
e, pra variar, escrevo mediada pelas forças maiores que existem em engradados facilmente acháveis.
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