tinha certeza que você me tiraria de um buraco medonho que cavei pra mim.
te disse:
- olhalá... a gente até podia dar certo, heim.
você respondeu:
- bem que eu queria. mas agora tá complicado.
- complicado? complicado tá você. nesse termina-não-termina.
- olha só quem diz!
e aí, nos beijamos. e foi como os outros. foi bom e foi pra esquecer. a noite escura, as pessoas passando na rua e não aprovando em nada a cena. e as mulheres das nossas vidas. a minha e a sua.
já te disse que poderia esquecê-la contigo. você disse o mesmo.
e, então?
- terminou?
- não.
- ah tá. achei que... enfim...
- é...
- mas vocês tão bem?
- é...
- hm. um café qualquer hora?
- uma cerveja. ou vodka. ou cachaça.
- claro.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
em ano
tristeza é um treco maluco.
ninguém gosta de sentir, mas, quando aparece, a gente cuida dela. dá carinho, música, descanso.
dá texto, dá imagem.
alegria não. alegria a gente bota pra fora. vai atirando pra todos os lados, na cara de todo mundo. alegria é pra curtir com outros.
e a tristeza que engole, fica na gente. pra gente e guardada. terapia nem adianta. terapia não é com todo mundo. é você e o nego que estudou pra te ouvir. nem conselho rola direito.
e mais um pouquinho de cuidado. e, de repente, você se vê fazendo altas asneiras. coisas que tinha prometido não fazer mais. mas é um ciclo. fica tranquilo. vai passar.
na alegria e na tristeza. puta bobagem.
ninguém gosta de sentir, mas, quando aparece, a gente cuida dela. dá carinho, música, descanso.
dá texto, dá imagem.
alegria não. alegria a gente bota pra fora. vai atirando pra todos os lados, na cara de todo mundo. alegria é pra curtir com outros.
e a tristeza que engole, fica na gente. pra gente e guardada. terapia nem adianta. terapia não é com todo mundo. é você e o nego que estudou pra te ouvir. nem conselho rola direito.
e mais um pouquinho de cuidado. e, de repente, você se vê fazendo altas asneiras. coisas que tinha prometido não fazer mais. mas é um ciclo. fica tranquilo. vai passar.
na alegria e na tristeza. puta bobagem.
terça-feira, 16 de junho de 2009
cca
tem gente que insiste, não? tenta...
joga baldes e baldes de água fria - num tempinho assim pode ser muito cruel, enfim. para de falar. para de receber ligações. para de...
bom. ou diz que, né? porque, na real, nessas horas, tu acretida no que dizem.
aí vai tudo pro saco: os sonhos, as aventuras, o tesão. e você acha que, naquele pedacinho tá tudo igual. afinal, já tinha passado.
e, cara... do nada você descobre que tem uma fênix pelos ares. bem!!! uma fênix poderosa. a bicha vai toda animada entrar nas histórias de novo. bem do tipinho: falem mal, mas falem de mim.
e você que deixou pra trás o que podia incomodar pega lá na gaveta o carimbo escrito espelhado "trouxa" e dá uma bem dada na testa.
depois raciocina... nem tem nada mais não. tá pensando nisso por que? e aí, se responde: "porra... porque a criatura mentiu!"
e você, então, vai atrás do tempo perdido. e volta a falar com um grande afeto. desafeto dela. o afeto era seu. e foda-se, né? você, pelo menos, foi honesta.
joga baldes e baldes de água fria - num tempinho assim pode ser muito cruel, enfim. para de falar. para de receber ligações. para de...
bom. ou diz que, né? porque, na real, nessas horas, tu acretida no que dizem.
aí vai tudo pro saco: os sonhos, as aventuras, o tesão. e você acha que, naquele pedacinho tá tudo igual. afinal, já tinha passado.
e, cara... do nada você descobre que tem uma fênix pelos ares. bem!!! uma fênix poderosa. a bicha vai toda animada entrar nas histórias de novo. bem do tipinho: falem mal, mas falem de mim.
e você que deixou pra trás o que podia incomodar pega lá na gaveta o carimbo escrito espelhado "trouxa" e dá uma bem dada na testa.
depois raciocina... nem tem nada mais não. tá pensando nisso por que? e aí, se responde: "porra... porque a criatura mentiu!"
e você, então, vai atrás do tempo perdido. e volta a falar com um grande afeto. desafeto dela. o afeto era seu. e foda-se, né? você, pelo menos, foi honesta.
sábado, 6 de junho de 2009
na noite
é engraçado como parece que todos torcem por alguma coisa que nem sei.
explicar o que houve é muito complicado, tendo em vista que é tão sentimento. explica isso aí que você sente: quero ver só!
to numas de viver.
explicar o que houve é muito complicado, tendo em vista que é tão sentimento. explica isso aí que você sente: quero ver só!
to numas de viver.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
azedo
e aí foi tudo...
sabe? a palavrinha que faltava na minha cabeça. essa coisa dura que não queria entender muito bem. mas aí, ela veio e, sei lá?
manja quando o encanto acaba?
quer dizer, na real, não acaba, né? acho que transforma. mas o mais maluco disso tudo é que transformou mais uma vez. parece que foi pouco. mas quer ver só uma coisa?
passou de admiração pra paixão; da paixão pra uma coisa gostosinha. disso aí, pra um amor delícia. do amor é que vieram vários causos. esses causos trouxeram confusão. da confusão vieram as outras. com as outras, atrelamos a desconfiança. da desconfiança, veio a mágoa que, por sua vez, trouxe o fim.
tudo bem que foram diversos, vários, inúmeros fins. nem acreditavam mais em mim, sabia?
mas algum tinha que ser verdadeiro... e foi esse fim, esse fim da palavrinha escrita por você que trouxe - finalmente! - o entendimento.
meu amor fica pra sempre. mas guardado. de mim saberá apenas quando quiser demais. e pelos outros, claro.
não que seja um assunto assim, muito interessante não. pelo menos, a recíproca é verdadeira. do meu lado aqui, ó... não acho mesmo.
beijos, amor. se cuida bem.
Ausência
Só desejo paz e o silêncio de minh'alma.
Nada mais.
Se ainda choro a tua ausência?
Inevitável seria negar.
O que não significa que não haja cura
Para tantas lágrimas lançadas em vão.
(Adriane Muilaert)
... e houve.
sabe? a palavrinha que faltava na minha cabeça. essa coisa dura que não queria entender muito bem. mas aí, ela veio e, sei lá?
manja quando o encanto acaba?
quer dizer, na real, não acaba, né? acho que transforma. mas o mais maluco disso tudo é que transformou mais uma vez. parece que foi pouco. mas quer ver só uma coisa?
passou de admiração pra paixão; da paixão pra uma coisa gostosinha. disso aí, pra um amor delícia. do amor é que vieram vários causos. esses causos trouxeram confusão. da confusão vieram as outras. com as outras, atrelamos a desconfiança. da desconfiança, veio a mágoa que, por sua vez, trouxe o fim.
tudo bem que foram diversos, vários, inúmeros fins. nem acreditavam mais em mim, sabia?
mas algum tinha que ser verdadeiro... e foi esse fim, esse fim da palavrinha escrita por você que trouxe - finalmente! - o entendimento.
meu amor fica pra sempre. mas guardado. de mim saberá apenas quando quiser demais. e pelos outros, claro.
não que seja um assunto assim, muito interessante não. pelo menos, a recíproca é verdadeira. do meu lado aqui, ó... não acho mesmo.
beijos, amor. se cuida bem.
Ausência
Só desejo paz e o silêncio de minh'alma.
Nada mais.
Se ainda choro a tua ausência?
Inevitável seria negar.
O que não significa que não haja cura
Para tantas lágrimas lançadas em vão.
(Adriane Muilaert)
... e houve.
domingo, 25 de maio de 2008
recomeço
tem tanta gente que acha que entende o que aconteceu e o que pode acontecer. mas elas não sabem. elas não conseguem perceber a dimensão de tudo isso. não podem sentir o calor dos olhares e toques, nem o frio na espinha que acontece logo depois.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
baile
sei que vai atrás de outros passos. os nossos tão lá pra trás na sua vida. não acho que você entenda que tudo foi tocado pra gente. era pra gente. não entendo pra que dividir. não entendo pra que fazer de tudo um tango com todos esses olhares pra platéia, ávida pra entrar nessa dança que, poxa, era nossa.
um rodopio e um empurrão - isso bastou para que o amor precissasse ser renovado sem o par habitual.
um rodopio e um empurrão - isso bastou para que o amor precissasse ser renovado sem o par habitual.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
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